Fisher: Positivo no Anti-Doping do Congresso!
20/05/2011
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Hoje pela manha recebemos a noticificacao da ABQM (veja abaixo o comunicado recebido por nos) que o nosso Fisher Down Dash foi testado positivo no exame anti-doping.

Fisher Down Dash foi o 1 colocado da categoria Aberta Senior.  O exame deu positivo para a substancia Dexametasona (nao falam em quantidade ou qualquer coisa parecida), um corticoide presente no remedio Dexa-Citoneurim.  O animal apresentava pequenas dores musculares e de fato o nosso veterinario, Dr Glenn Collard, passou esse remedio 1 semana antes do Congresso para o ele.  Foram dadas tres caixas desse remedio 1 semana antes dele correr.  Durante a semana no Congresso nao foi dado mais nada.  Achavamos (equivocadamente) que a dexametasona seria metabolizada em poucos dias - coisa que evidemente nao aconteceu.

A FNSL ja foi testada varias vezes (10x) com animais diferentes (inclusive o Fisher, Home, VF, Indiana Bull) no anti-doping e essa foi a primeira vez que o exame deu positivo.   

O animal (Fisher Down Dash) e o competidor Marcos Monzinho vao receber um gancho de 120 dias, e a FNSL sera multada em 10 salarios minimos.  Esse gancho e valido somente para as provas que sao fechadas ABQM.  Para as outras nao se aplica.

Achamos importante divulgar a noticia porque prezamos a transparencia com a familia do tambor queremos que este acontecimento possa servir para nos educar melhor sobre a questao.

Veja a integra do comunicado abaixo:

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Primeiramente informo que esse e-mail tem caráter de notificação oficial.

Vimos pela presente informa que recebemos hoje dia 20/05/2011, do Departamento de Controle e Pesquisa Antidopagem do Jockey Club de São Paulo o resultado das analises para Controle Antidopagem, referente ao 21º Congresso Brasileiro da Raça Quarto de Milha 2011.

Das 12 amostras analisadas segundo a atual metodologia analítica do laboratório a amostra de urina nº 7862 mostrou a presença de DEXAMETASONA, as demais foram normais.

Conforme protocolo de coleta a amostra 7862 corresponde ao animal FISHERS DOWN DASH – P081021, de propriedade da LW S/A Agrícola e Participações.

Informamos ainda que se for do interesse do responsável pelo animal, a contraprova da mostra 7862 deverá ser realizada no dia 24 de maio de 2011, pontualmente as 8h, no laboratório do Departamento de Controle e Pesquisa Antidopagem.

Segundo normas do laboratório, é obrigação do responsável pelo animal / cavaleiro e direito do proprietário acompanhar os trabalhos de contraprova. Para representantes exige-se autorização com firma reconhecida. A presença de um perito em química é facultativa e este deverá comparecer munido de identificação profissional e carta de indicação.

As comunicações quanto a aceitação ou não da contraprova deverão ser enviadas a este laboratório com antecedência de 24hs ou mais relativas a hora marcada para contraprova.

A aceitação da contraprova implica em pagamento prévio e entrega de documentos que não cumpridos, inviabilização a sua realização.

Para tal depositar R$ 3.300,00 a favor do Jockey Club de São Paulo, Banco Bradesco, Agência 1322-6, conta corrente 41776-9 e enviar o respectivo comprovante por fax (11) 3814.0614. A entidade deverá enviar o cartão Protocolo de Coleta, onde costa o nome do animal, concurso que participou, números dos lacres das amostras de prova e contraprova e, indicar formalmente o nome do responsável pelo animal, ou representante legal que assistirá a analise.

O desinteresse pela contraprova isenta o CONTRATANTE do referido ônus, ficando, neste caso, valido o resultado da primeira análise.

Caso ocorra o não comparecimento, por qualquer razão, sem prévia notificação por escrito, valerá o resultado da primeira analise.

Uma vez concluída e inconteste a analise de contraprova, com emissão do Laudo e Lavratura da Ata, assinada pelos presentes, dá-se como encerrado e definitivo seu resultado.

Sobre a dexametasona:

A dexametasona é um medicamento pertencente à classe dos corticosteróides, atuando no controle da velocidade de síntese de proteínas.

O efeito principal deste medicamento é a profunda alteração promovida na resposta imune linfocitária, devido à ação antiinflamatória e imunossupressora, podendo prevenir ou suprimir processos inflamatórios de várias naturezas.

 




Comentários
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24/05/2011
Thomas Souza

Oi Dr Marcos!

Eu lembro bem! Foi com a Beiba nao eh? Mas bola pra frente!

Tambem sou favoravel ao AD em todas as provas!

Abs

Thomas



24/05/2011
Marcos Roberto de Freitas

Tomas...isto já aconteceu comigo há muitos anos atras...porisso sou a favor do exame antidopping...todo cuidado é pouco...será que não esta na hora de realizarmos os exames nas suas provas e do haras raphaela??? gostaria que pensassem nos nossos animais e na lisura das nossas provas...o nucleo de bauru dá premiação ate certo ponto modesta...mas os exames não deixam de ser feitos...pensem bem...um grande abraço e parabens pela sua atitude marcos freitas...haras sto antonio bauru sp
23/05/2011
Luiz Gustavo de Figueiredo Mouchalouat

O espaço do blog do Thomaz serve para que qualquer um de nós divulgue qualquer coisa. Basta enviar para o Thomaz se identificar e pedir a publicação. Aqueles que foram pegos no antidopping e não divulgaram não o fizeram porque não quiseram. É lisura sim e é legítima. Basta comparar com atitudes infelizes que outros proprietários tiveram em outros caso de dopping no passado recente. Aí esta a diferença do joio para o trigo. Digo mais, se o Grand Prix Raphaela for 10 dias antes do Congresso, cai muito mais gente no dopping do congresso ou vai ter gente que só corre bem no Rapahela voltando a correr mal, muito mal !!!
23/05/2011
Neto Carloni - FHP

Thomaz, obrigado pelo esclarecimento, coragem da divulgação e respeito com todos do QM. Essas exposições colaboram para o crescimento da raça como um todo, desde a refelexão e respeito com os animais como tambem com as provas, que na minha opinião " as oficias" deveriam realizar os exames com mais frequencia.
abs, Neto Carloni. - fazenda haras paineiras
23/05/2011
Rogério Ferraz

Sempre foi estilingue, agora é vidraça não é mesmo? várias vezes neste mesmo blog escutamos críticas pesadas sobre casos semelhantes, infelizmente nem todos possuem um meio de comunicação para divulgar com tanta "lisura" um acontecimento como esse, espero que sirva de lição e que o cenário do tambor veja que ninguem, absolutamente ninguem está livre de acontecimentos como este.
21/05/2011
Ronaldo Klitzke Filho

Caros amigos,

Apenas par lançar mais um pensamento, a fim de evitar discussões sem fim, como ocorrem há décadas no Turfe.
Toda e qualquer droga utilizada em atletas é considerada Doping e isso é assim para que o próprio seja preservado. Não há cavalo que sinta prazer em correr com problemas de saúde, especialmente os ortopédicos. Inevitavelmente, no pós prova, mais cedo ou mais tarde o animal estará prejudicado, seja pelo retorno da fase dolorosa da inflamação, pelo agravamento ou aparecimento de outras lesões ou por efeitos colaterais do uso errado de antinflamatórios (esteroidais ou não).

O que se poderia tentar, já que a raça QM é inexperiente, em se tratando de anti-doping, permitir níveis "toleráveis" de metabólitos. As diferentes "meias-vidas" dos metabólitos das drogas, são bem estabelecidos pela farmacologia, sendo que algumas ainda necessitam de melhores testes para o metabolismo eqüino, mas não penso que seja necessário, nem bom, que profissionais outros que não os Médicos Veterinários, saibam dos detalhes de doping e anti-doping, justamente querendo o bem dos animais...

Na minha opinião, existe um fator importante em não permitir analgésicos em provas que é a seleção genética. Por exemplo, pode haver um garanhão que bata recordes das distâncias, que corra 300m sempre abaixo de 16,3", mas sempre no estilo "Padock" de prevenção ao Doping, onde o cavalo fica restrito 7 horas antes da competição e os Veterinários (se é que pode chamar assim), sonham e buscam e aplicam e repicam drogas de efeitos prolongados e técnicas para atrasar a absorção da fenilbutazona, da morfina, da anfetamina, do clembuterol, das cafeínas e cocaínas... Bem, este cavalo é um "Super Horse", mas já na sua primeira prova apresentava artrite dos boletos e joelhos (articulação rotuliana). Ele será um garanhão muito utilizado e ao longo das gerações imprimirá essa fragilidade ortopédica. Isso seria péssimo, pois no nosso esporte de velocidade, Três Tambores e Seis Balizas, queremos que o animal alcance 100, 200, 700 pontos de RM e isso não vai ocorrer em animais fracos, não mais hoje em dia, quand o nível tornou-se equilibradamente alto.

Hoje tenho a felicidade de trabalhar nesse esporte, onde encontrei proprietários que me pedem, "-Faça o melhor para meu cavalo!" e quando é preciso, repouso e férias são aplicados, ainda que antes de um PF ou de provas importantes como tal.

Respeito em treinamento e medicina é o que os animais precisam e certamente agradecem!!

Ronaldo.
20/05/2011
Gustavo Monteiro

Olá Thomas,

Como você mesmo diz, é importante usar os acontecimentos como aprendizado. Vocês não foram os primeiros e infelizmente não serão os últimos a terem os seus exames anti-dopping positivos. Deveríamos promover uma discussão ampla a respeito do dopping. As substâncias consideradas dopping no Brasil são muitas e o assunto é ainda é muito obscuro com o que pode e o que não pode ser feito. Quanto tempo o organismo do animal demora para metabolizar determinada substância, etc e tal.

Na minha opinião deveríamos distinguir os medicamentos que são utilizados para tratar lesões, inflamações e tantas outras situações que fazem parte da vida de um atleta, das drogas que potencializam o rendimento, tornando assim a competição desleal. É assim que ocorre com atletas, assim que deveriam ser tratados os cavalos.

O que é mais justo e melhor para os animais? Eles correrem com dor e não serem pegos no anti-doping ou serem medicados (por um veterinário) e poderem trabalhar prazerosamente, desempenhando melhor nas pistas?

Lógico que os excessos devem ser coibidos para não prejudicarmos os animais, mas atualmente o exame anti-doping é cruel com os animais que precisam de medicação e consequentemente com os seus proprietários.
20/05/2011
Ronaldo Klitzke Filho

A conduta da Fazenda é a esperada, porém poucas vezes observada. Parabéns para a equipe.

Essa questão só melhorará quando o esporte eqüestre evoluir muito, analisando quantitativamente os metabólitos das drogas proibidas em competidres. Como o conjunto compete, inclusive o cavaeiro (amazona), deveria ser testado, mas isso é menos importante e vai muito além.

É uma pena o Fihers ser desclassificado, bem como o Marcos e toda a equipe.

Porém, não é justo que o Red Label não tenha direito de vencer nesse caso.

Historicamente ocorre uma busca frenética por medicamentos não diagnosticados nos exames anti-dopagem e há quem se vanglorie e enriqueça as custas destas destas vantagens e isso vai contra o respeito pelos animais. Médicos Veterinários devem querer preservar seus pacientes, mas a indústria do esporte vai em sentido contrário e assim equipes/conjuntos formidáveis sofrem tais derrotas.

Provavelmente este deslize está ligado à eperiências anteriores, onde o mesmo medicamento foi aplicado de tal forma e nada aconteceu, gerando a certeza falha.

Por exemplo, nos casos de infiltrações intra-articulares, menor ainda é a observância de diagnósticos de corticosteróides em anti-doping e assim o risco torna-se gigante, pois o que a indústria pede é um Médico Veterinário que "resolva o problema" e por inúmeras vezes estas táticas mascarantes são aplicadas sem sequer um diagnóstico por imagem, expondo os conjuntos.

Espero que mais este exemplo não caia no esquecimento, que o esporte evolua e haja tolerância, no caso de um animal ser inscrito tendo sido medicado, que o Médico Veterinário pude-se ter a oporunidade de relatar o tratamento e sua justificativa e portanto não perdaríamos tempo nem resultados, nem carreiras.

Na minha opinião, o conjunto Fishers/Maozinho não perde seu resultado, pois não recebeu doping estimulante, apenas analgésico e isso parece não ser freqüente, já que animais "fracos" são submetidos mais vezes a estes tratamentos e isso deve ser evitado na seleção genética.

Meus parabéns à Nossa Senhora de Lourdes, ao Maozinho e principalmente ao Fishers, que correu no prejuízo e fez o que fez, já que 3 caixas de Dexa-Citoneurin não curam problemas de um cavalo que não repousa e na maioria das vezes problemas musculares vêem associados a outros, ortopédicos.

Parabéns aos conjuntos campeões!

Dr. Ronaldo Klitzke Filho.
20/05/2011
arthur alvin

é impressionante, como um veterinario deste patamar, que cuida de uma das melhores tropas de tres tambores do Brasil comete um erro deste, ou será que os prorpietarios nao sabiam de tamanha sacanagem com o coitado do animal???
mas fica aqui meus parabéns ao senhor tomas pela coregem de publicar tal fato, e a dica pra que a proxima vez to mais cuidado ao fornecer substancias proibidas aos seus animais

forte abraço a todos
20/05/2011
Luis Gustavo Sampaio

No fundo, no fundo, aqui em Minas nós dizemos que "quem fere com fogo com fogo será ferido" ou, ainda, "que aqui se faz, aqui se paga".
Isso foi muito bom, para que vocês, em particular o Thomas, saiba que esse tipo de negligência pode ocorrer com qualquer um, como ocorreu com vocês e seu veterinário. Talvez vocês só não soubessem que o laboratório do JKC/SP modernizou o seu equipamento e que esse novo equipamento agora, "pega tudo", inclusive medicamentos proibidos que eram costumeiramente aplicados uma semana antes...como foi o caso do seu...
Que esse episódio sirva de lição e aprendizado para vocês!
OBS: O bom mesmo seria a ABQM começar a fazer "anti-dopping surpresa" em provas oficializadas, como as do NSL, Raphaela, etc...O exemplo hoje é o Núcleo de Baurú, que sem que ninguém exigisse, já faz os exames de dopping em suas provas!!!
20/05/2011
Monica Rosa

Sempre fino né Thomas... acho q são atitudes como a sua q engrandecem o esporte. Se todos os proprietários de animais positivos em antidoping seguissem o seu exemplo, a coisa não estaria do jeito q está... parabéns pela lisura. Os animais da FNSL já provaram inúmeras vezes sua qualidad, não é um positivo q vai botar o seu trabalho por água abaixo.
20/05/2011
Glauber Vinicius Valverde

Parabéns FNSL. É desse tipo de gente que o meio do cavalo Quarto de Milha precisa. Meio este tão maravilhoso, apenas ofuscado várias vezes por mentiras e enganações que nos chegam aos ouvidos. Fica aqui minha admiração a vocês pela responsabilidade e comprometimento para com todos. Fiquem com Deus. Grande abraço.
20/05/2011
Luiz Gustavo de F. Mouchalouat

Parabéns pela lisura na divulgação. Não me surpreendeu sua atitude corretíssima.

Um abraço
Luiz Gustavo de F. Mouchalouat
21 8202-5500
20/05/2011
Jorge

Belissima atitude por parte da equipe FNSL, pois essas coisas fazem parte de qualquer esporte!
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