Mudanças no Tambor: Experiencia dos EUA
17/12/2009
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Uma das consequencias mais obvias do intercambio com o mundo do tambor nos EUA e a comparacao das nossas regras com as de la.

Os americanos seguem um conceito de liberar o maximo o esporte de regrinhas que nao ajudam em quase nada, mas limitam ou a performance ou o crescimento do esporte em si.

Nao queremos dizer com isso que o jeito americano e o certo ou o definitivo. Mas achamos sim que deveriamos parar para refletir melhor nesse momento de renovacao quais sao os pontos que poderiamos evoluir.

Em relacao a regras e "modos" que temos aqui e nao vemos por la, ressalto algumas:

1) Juiz - nao existe juiz que fica olhando o cavalo na saida das provas, existe sim um juiz que fica de olho em maus tratos ou mau comportamento dos competidores. Ele fica na porteira olhando o andamento da prova e tem poderes para desclassificar o conjunto se assim achar necessario. Ele tem o poder tambem para resolver pequenas questoes do andamento da prova como se por exemplo o tambor caiu no chao ou nao, se o percurso foi feito ou nao etc.

2) Uso de elastico no pe para que este nao se solte tao facil do estribo. Vi meninas de 10 anos ou velhinhas de mais de 60 usando esse artificio. E pelo que pude concluir, falando como os participantes, competidores etc, o uso do elastico aumenta a seguranca do competidor e nao leva nenhum risco para a arena. E por aqui nao podemos usa-lo, apesar de nao estar na regra que o uso e proibido - ou seja e coisa de juiz de prova.

3) Embocaduras sao 100% liberadas. Por la pode se usar freios com quinas ou pontas. Pode-se usar fechadores de boca ou qualquer outra ferramenta. Por aqui ainda restringimos algumas ferramentas.

4) E liberado o numero o de animais por competidor. Nem por isso vemos competidores com um grande numero de animais - pelo contrario vemos um numero grande de competidores com um so cavalo.

5) O tambor nao tem protetor - e proibido usar qualquer instrumento que aumente a area do tambor. E por aqui todos colocam o protetor aumentando assim a area do mesmo, mesmo nao podendo de acordo com a regra. Como os competidores muitas vezes passam a centimetros da lata, isso pode sim fazer a diferenca entre derrubar ou nao o tambor.

6) O reparo da pista segue a ordem de entrada e nao o numero efetivo de passadas dadas na bateria. Isso e importante porque o competidor sabe exatamente que tipo de pista ele vai pegar. Por aqui fazemos o reparo de acordo com o numero de passadas e se existe uma desistencia ele nao conta. Por la as vezes vemos 1 so conjunto passar na bateria e 4 desistencias e logo apos temos reparo. Achamos isso mais justo para os competidores que estao seguindo a ordem de entrada. Nas provas importante com menos de 50 cavalos, o reparo e feito de 3 em 3 e na provas com mais de 50 animais o reparo e feito de 5 em 5.

7) As pistas podem e na maioria dos casos sao mais curtas. Por aqui usamos o limite do padrao estabelicido pela AQHA nao opcao e nao por regulamento, ja que este permite encurtar a pista se assim o organizador do evento achar desejavel. Achamos que uma pista menor pode ajudar na agilidade da prova e pode ate melhorar a competitividade do esporte. Nos da FNSL iremos fazer testes durantes nosso eventos.

8) Os tratores ficam dentro da pista para agilizar o reparo, geralmente na chegada quando existe um corredor. Vimos durante a semana mais de 2000 passadas e nao vimos nenhum conjunto correr o risco de se chocar com os tratores. Os proprios tratoristas ficam na frente dos mesmos para evitar o choque. Pode parecer pouco, mais os ~30 segundos que eles ganham com essa medida faz uma grande diferenca quando se tem uma centena ou mais de reparos por dia.

Devo estar esquecendo de alguns pontos. Mas acredito ter colocado aqui os prinicipais. Vamos juntos pensar em como podemos desamarrar o esporte de uma forma criteriosa e bem feita.




Comentários
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20/12/2009
jaime torres

abraço a todos,essa de amarrar o competidor no cavalo, nao deve. espero que aqui no Brasil os organizadores nao aceite esse tipo de acessorio.acredito que e muito perigoso para o competidor. e que o tamanho da pista deve ser de tamanho igual em todo territorio brasileiro. vamos trazer genetica,tecnicas veterinario etc, abraço a todos e feliz 2010. ate 5,6e7 de março no HR.
19/12/2009
Jose´Ricardo Neder

Ola, Thomas,

Este item que você cita abaixo já foi alterado faz tempo, a mudança deste item saiu publicado no caderno que

a ABQM vende no Congresso com a ordem de entrada dos animais,não me lembro o ano, é só consultar o Xavier no

dep. de Esporte que ele irá lhe informar com precisão a data que foi alterado.

Abçs. Neder
18/12/2009
Thomas Souza

Oi Neder!



Tudo bom. Vamos entao ao regulamento:



Artigo 56 – Nenhum competidor com 18 ANOS OU MENOS pode ser amarrado ou preso com cinto ou outro material qualquer na sela, inclusive tiras de borracha nos pés, por qualquer motivo, durante a competição.



Em outras palavras voce e eu estamos certos. Quem tem menos de 18 anos nao pode e quem tem mais de 18 anos pode.



Acho que esse item do regulamento poderia ser re-pensado, excluindo o "inclusive tiras de borracha nos pes" e podendo deixar o resto como esta.



Vamos falando!



Abs







18/12/2009
Jose´Ricardo Neder

Bom dia Thomas,

Esticve lendo seu comentário a respeito das provas nos Estados Unidos, com certeza essa prova não é oficializada pela AQUA

pois nos Juizes seguimos o regulamento da ABQM, e esta de prender o pé no estribo não é coisa de Juiz, procure se informar,

pois est´no regulamento da ABQM. E nos mais um Feliz Natal e um Ano de muitas Felicidades a Todos.

Abçs. Neder
17/12/2009
Thomas Souza

Sobre o trator na pista eu concordo 100% que nao daria para ficar na area de chegada como nos EUA exatemente pela voltinha que muitos dao.



Mas eu acho que em algumas pistas (Avare, Bauru, FNSL, Rafaela, Ronildo etc) daria sim para colocar eles no canto do fundo da pista. Poderia ser feito um pequeno brete para eles.



Vamos falando!



17/12/2009
opiniao - EUA/BRA

Tem alguns pontos que eu concordo com voce, mas tem alguns pontos que aqui no Brasil nao tem como fazer.

Isso ai do juiz, eu ja vi prova com 2 juizes, um homologado pela abqm que cuida da inspeção na saida do animal e outro que fica olhando a prova que faz o "papel" do juiz americano.

A parte dos tratores na pista, com as pistas aqui do Brasil eu acho muito difícil fazer. La nos EUA eles fazem isso porque eles tem aquele corredor no partidor onde fica a fotocelula, entao fica muito mais dificil o cavalo se chocar com os tratores, ja aqui nao tem isso, é a porteira e a pista aberta, a maioria dos competidores para ou na cerca em uma reta com o tambor ou fazendo uma "voltinha" no canto da pista (onde ficariam os tratores).
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