Dopping? Quais Medicamentos & Substancias?!??
07/02/2009
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Sugestao da Cintia Knowlton que achei pertinente - se um abnegado veterinario puder gastar 10 mintuos para responder, a tribo do tambor agradece!

E-mail Recebido da Cintia Knowlton:

Venho sugerir um novo tópico entre o tema já tão falado: Dopping! Quais
Medicamentos x Substâncias?



Pelo que já pude acompanhar, existem diversos casos de utlização de
medicamentos x energéticos x "vitaminas" x outros que muitas vezes são
utilizados sem o total conhecimento dos envolvidos. E também sei, que muitos
destes são utilizados para tratamento de doenças e não somente para deixar
os animais mais "ligados".



Seria excelente se fossem divulgados oficialmente os medicamentos ou
substâncias que não podem ser utilizados, ou em um caso de tratamento, até
quantos dias eles estarão "aparentes" no organismo dos animais (ou se já
existe esta lista, onde encontrá-la).

(Me desculpem se os termos que estou utilizando não são os corretos)

Não quero causar polêmica, e esclareço que minhas observações não tem
nenhuma relação com o caso do Potro do Futuro, assim como não quero culpar
ou isentar de culpa os profissionais envolvidos, inclusive os médicos
veterinários, só acho que a informação é a forma mais correta de
conscientização.



Comentários
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09/02/2009
helio itapema

muito legal mesmo, mas como disse anteriormente, esse regulamento, é dos hipodromos, o da FEI (federação equestre internacional) é diferente, assim como os de diversdas associações, a minha maior dúvida, é qual regulamento a abqm segue??
09/02/2009
Thomas Souza

Oi Dr Helio!



Obrigado pelo comentario! Otima sugestao! Segue abaixo a reportagem que esta no site da ABTB tambem e achei que seria bom divulgar nesse Blog.



Abs



Thomas



Como funciona o controle antidopagem nos hipódromos brasileiros

A dopagem sempre foi uma prática proibida, por ser desonesta e injusta em termos de igualdade de condições, podendo causar danos fisiológicos irreversíveis ao animal, interferindo com o processo de seleção dos cavalos para reprodução, escolhendo o campeão e não os melhores geneticamente falando. Podendo, inclusive, colocar em risco a vida de seu condutor ou de outros animais que com ele concorrem.

Foi com o propósito de estabelecer padrões internacionais para controle do antidopagem que surgiram organizações internacionais, com competência e autoridade para definir regras e procedimentos que devem ser respeitados e cumpridos, assim garantindo a credibilidade das competições e coibindo a prática ilícita do doping.



Em conformidade com as recomendações internacionais, os hipódromos brasileiros criaram um Código Nacional de Corridas, que impõe punições aos infratores de acordo com o artigo 163, seção VI que dispõe:



É proibido ministrar medicamentos e empregar substâncias ou qualquer agente físico capaz de alterar, efetiva ou potencialmente o desempenho do cavalo por ocasião da corrida.



§1º - São consideradas substâncias proibidas todas aquelas incluídas na relação elaborada pelos órgãos de repressão à dopagem de cada Entidade, com base nas recomendações de autoridades internacionais de controle anti dopagem. A lista será afixada em local determinado pela Comissão de corridas, e qualquer alteração que venha a ocorrer na mesma, deverá ser imediatamente tornada pública.

§2º - Os treinadores não poderão alegar em sua defesa, sob pretexto algum, desconhecimento da relação citada no parágrafo anterior.

§3º - A presença de substância proibida, verificada através de análise química da amostra de material biológico colhido após a prova, implica em infração deste artigo, independentemente da data de aplicação da substância em questão.

§4º - Para efeito de penalidades, as substâncias proibidas constantes da relação citada no §1º deste artigo dividem-se em 4 (quatro) grupos, a saber:

Grupo I – substâncias que agem no sistema nervoso, cardiovascular, respiratório, reprodutor e endócrino, secreções endócrinas e substâncias sintéticas relacionadas.

Grupo II – substâncias que agem no sistema renal, sanguíneo, músculo esquelético, analgésicos, antipiréticos e antiinflamatórios.

Grupo III – substâncias que agem nos sistemas digestivo, imunológico (com exceção de vacinas autorizadas), antiinfecciosos (com exceção daqueles com ação exclusivamente anti-parasitária), substâncias citotóxicas.

Grupo IV – veículos de medicamentos, destituídos de qualquer atividade farmacológica.

§5º - Os infratores deste artigo serão punidos como segue:

Os infratores do Grupo I, com suspensão mínima de 180 (cento e oitenta) dias à eliminação e multa pecuniária de 10% (dez por cento) do valor do páreo de 3 anos, corrido no mês da infração, os infratores do Grupo II, com suspensão mínima de 90 (noventa) dias e multa pecuniária de 10% (dez por cento) do valor do páreo de 3 anos, corrido no mês da infração, os infratores do Grupo III, com suspensão mínima de 60 (sessenta) dias e multa pecuniária de 5% (cinco por cento) do valor do páreo de 3 anos, corrido no mês da infração e os infratores do Grupo IV, com suspensão mínima de 30 (trinta) dias e multa pecuniária de 5% (cinco por cento) do valor do páreo de 3 anos, corrido no mês da infração.

Nas infrações dos Grupos I, II e III, os cavalos serão desclassificados para último lugar, sem direito a qualquer prêmio.

§6º - Quando a substância proibida possuir mais de uma ação farmacológica, para efeito de enquadramento nos grupos relacionados no §4º deste artigo, vale sua atividade primária.

§7º - Produtos de biotransformação de substâncias proibidas serão considerados uma vez que provam a administração de substância proibida.

§8º - Quando num páreo disputarem 2 (dois ou mais cavalos do mesmo proprietário ou co-proprietário, ou ainda, quando houver propriedade de co-proprietário de outro, a comprovação por análise química, da presença de substância proibida em qualquer deles, acarretará na desclassificação de todos para o último lugar, sem direito a qualquer prêmio, conforme classificação do §4º.

§9º - Para efeito de reincidência da infração deste artigo, num período de 5 (cinco) anos, o tempo de suspensão poderá ser dobrado, dependendo dos critérios adotados pela Comissão de Corridas.

Art. 164 – Incorrerão em falta grave, sem prejuízo das penas previstas nas leis em vigor, todas as pessoas que, como autores, instigadores, coniventes e ocultadores, estejam comprometidas na execução das práticas mencionadas no art. 163.

Art. 165 – Após a inscrição, o cavalo não poderá receber qualquer medicação e, ocorrendo, nesse período, qualquer anormalidade nas condições de saúde do animal, o treinador deverá notificar o órgão de assistência veterinária, que designará um de seus veterinários para acompanhar e fiscalizar o tratamento, determinando, se necessário, a retirada do cavalo.

Parágrafo único - Desde que efetuado flagrante ou constatada marca evidente de aplicação de medicação em qualquer parte do corpo do cavalo, deverá o mesmo ser encaminhado ao órgão de repressão à dopagem a fim de colher o material biológico para a análise química. Para efeito de penalidade, o profissional será enquadrado no Grupo IV do §4º do Art. 163. Caso seja comprovada, pela análise química, a presença de substância proibida, as penalidades serão equiparadas às referentes ao Art. 163.

Art. 166 – O órgão de repressão à dopagem poderá proceder, a qualquer momento, a exame clínico e coleta de material para exames de laboratório dos cavalos inscritos.

Parágrafo único – Para estes exames, deverá o treinador conceder todas as facilidades aos funcionários da Entidade.

Art. 167 – Após a inscrição, ocorrendo morte súbita do animal na raia, será colhido material biológico para exame anti dopagem.

Parágrafo único – É facultativa a presença do treinador na coleta e embalagem dessas amostras.

Art. 168 – O cavalo que for disputar um páreo deverá ser apresentado no hipódromo, na hora determinada pela Comissão de Corridas, para ser submetido a exame veterinário.

§1º - As observações do exame serão consignadas em fichas clínicas apropriadas.

§2º - Qualquer que seja a causa de anormalidade na saúde do cavalo verificada pelo exame clínico, o órgão de repressão à dopagem, após colher o material para exame, levará o fato ao conhecimento da Comissão de corridas, enviando à mesma o respectivo laudo no qual opinará sobre a retirada ou não do animal.

Art. 169 – Após a disputa de cada páreo, o treinador encaminhará imediatamente ao recinto do órgão de repressão à dopagem o cavalo vencedor, munido da carteira original ou cópia autenticada da identificação do animal, para coleta do material necessário para exames. Caso tenha tomado parte no páreo outro cavalo do mesmo proprietário do vencedor, ou de sua co-propriedade, sob responsabilidade do mesmo treinador, também deste deverá ser colhido o material para exames, ainda que não tenha obtido colocação.

§1º - Os cavalos selecionados para a coleta de amostra biológica para análise química deverão permanecer no recinto de repressão à dopagem o tempo necessário para fornecer quantidade suficiente de material, e somente depois de liberados pelo veterinário responsável pelo serviço, poderão regressar às suas cocheiras.

§2º - Durante a permanência do cavalo no recinto do órgão de repressão à dopagem, o treinador poderá, com o conhecimento do veterinário responsável pelo serviço, prestar-lhe os cuidados necessários.

§3º - Será equiparado à infração do art. 163 e sujeito às penalidades do Grupo I que ela acarreta aos responsáveis, a não apresentação imediata do cavalo no recinto do órgão de repressão à dopagem, assim como a sua retirada antes de devidamente autorizada.

§4º - O cavalo que obtiver classificação imediatamente seguinte àquela que envolva coleta de material deverá permanecer à disposição da comissão de corridas até a confirmação do páreo. Os veterinários do órgão de repressão à dopagem poderão obter material para exames, de qualquer cavalo logo após a realização do páreo, devendo ser a Comissão de Corridas avisada imediatamente para retificar ou ratificar a decisão.

Art. 170 – Para garantia dos interessados e inviolabilidade do material enviado para análise, deverão ser observados os seguintes itens:

A coleta do material deverá ser feita na presença do treinador do cavalo ou de seu representante devidamente credenciado.

O material deverá ser dividido em duas partes, uma para análise de prova e outra reservada à contraprova.

Os recipientes para coleta e embalagem do material biológico serão padronizados e de fechamento hermético, garantidos por selos e cintas de segurança onde deverão constar as assinaturas do treinador ou de seu representante devidamente credenciado e do veterinário responsável.

Os rótulos de identificação do material serão em número de 03 (três), um, sem identificação do cavalo, onde deverá ser lançado um número código para posterior identificação, caso haja necessidade de contraprova e outros dois que deverão conter os dados de identificação do animal. O rótulo sem identificação deverá acompanhar a prova, e dos outros dois, um será anexado ao material de contraprova e o outro, que além da identificação contém também o número código, será encerrado em envelope ou livro que, depois de lacrado ficará sob a guarda do órgão de repressão à dopagem.

Não poderá o treinador posteriormente fazer qualquer referência, em sua defesa, de irregularidades havidas nessas ocasiões.



Art. 171 – Se o órgão de repressão à dopagem verificar, no material colhido, a existência de substância proibida ou anormal, notificará a Comissão de Corridas para que esta providencie o exame de contraprova.

Art. 172 – Tendo em vista o laudo do órgão de repressão à dopagem, a Comissão de corridas notificará, reservadamente, em carta protocolada, o treinador e o proprietário da constatação de anormalidade na amostra analisada. Constitui direito do proprietário e obrigação do treinador responsável acompanhar pessoalmente ou por seu representante devidamente credenciado, assistidos ou não por peritos profissionais de química, os exames que serão realizados no material colhido para contraprova.

§1º - A desistência do treinador de assistir aos exames, ou o seu não comparecimento por ocasião da sua realização, importará no prevalecimento do primeiro exame.

§2º - Caberá ao perito indicado pelo proprietário ou pelo treinador do cavalo assistir, fiscalizar e observar a exatidão dos resultados dos exames.

§3º - Será lavrada ata da análise da contraprova, com referência ao método analítico utilizado no exame, que será assinada pelos interessados presentes.

§4º - Durante a realização da contraprova, além dos funcionários do laboratório, não será permitida a presença de pessoas não mencionadas especificamente neste artigo.

§5º - No caso da análise de contraprova não conseguir identificar a substância presente mas evidenciar a presença de substância anormal, a penalidade a ser imposta aos responsáveis pelo animal será de conformidade com o §4º, Grupo IV do art. 163.

Art. 173 – A Comissão de Corridas poderá punir quaisquer profissionais ou proprietários que tenham participado como cúmplices, coniventes, ainda que tácitos, da ministração de substâncias proibidas, conforme apurado em sindicância.

ALGUNS EXEMPLOS DE SUBSTÂNCIAS PROIBIDAS

Substâncias que aumentam a performance:



BASES XANTICAS – Cafeína, Teofilina, Teobromina.

Tem efeitos cardiovasculares, broncodilatadores, nervoso e renais.

OPIÓIDES – Pentazocina, Butorfanol.

Atuam como potentes analgésicos.

ESTERÓIDES ANABÓLICOS – Nandrolona

São derivados sintéticos da testosterona, possuindo ação anabólica (capacidade de produzir uma retenção positiva de azoto). Esta substância tem sido altamente utilizada em animais em treinamento.

ANFETAMINAS

Atuam no sistema nervoso central, liberando toda a nora-drenalina cerebral (hormônios), e atrasam o aparecimento da fadiga.

ANTIHISTAMÍNICOS – Difenidramina, Pirilamina.

São utilizados para bloquear a ação da histamina. Inibem a contração da musculatura lisa brônquica e intestinal. Normalmente eles deprimem o sistema nervoso central, causando sonolência e provocando taquicardia.

ANESTÉSICOS LOCAIS – Xilocaína, Lidocaína, Procaína.

Os anestésicos locais são amplamente utilizados de forma subcutânea, para anestesiar feixes nervosos e assim dessensibilizar determinada área de interesse

ANALGÉSICOS ANTIINFLAMATÓRIOS NÃO ESTERÓIDES – Fenilbutazona, Dipirona, AAS, Flunixin Meglumine.

São provavelmente as drogas mais utilizadas em cavalos de esporte graças a suas propriedades antiinflamatória, analgésica e antipirética.

Os antiinflamatórios não esteróides devem ser utilizados, em doses seguras, quando exista uma indicação clínica clara para o fazer.

CORTICOSTERÓIDES – Hidrocortisona, Prednisolona, Dexametasona.

Em cavalos de esporte, é comum o aparecimento de doenças articulares, e este tipo de medicamento é comumente utilizado no tratamento, apesar de seus efeitos colaterais.

DIURÉTICOS – Furosemida

De todos os diuréticos, esta é a mais utilizada, pois provoca uma maior excreção de urina deixando o animal com uma hemoconcentração aumentada.

Pode ser utilizada no tratamento de animais com hemorragia pulmonar induzida por esforço.

O uso desta droga tem sido discutida já que pode interferir nos testes de rotina para detecção de drogas ilícitas.

BRONCODILATADORES – Clembuterol

É muito utilizado no tratamento de doenças pulmonares crônicas.

MUCOLÍTICOS / EXPECTORANTES – Guasaiafenesina, Dembrexina.

São utilizados para retirar secreções da árvore respiratória. Possuem também uma ação miorrelaxante.

ANTI TUSSÍGENOS – Dextromethorpan, Butorfanol

Estas substâncias atuam diminuindo a freqüência da tosse, atuando nas terminações nervosas do trato respiratório.

VASODILATADORES – Isoxsuprine

Tem papel terapêutico crucial no tratamento de doenças cardíacas aguda ou crônica. Aumentam a perfusão e oxigenação dos tecidos.

RELAXANTES MÚSCULO ESQUELÉTICOS – Guaifenesina, Metocarbamol.

Pela ação miorrelaxante, estas substâncias diminuem a dor de origem muscular.



Substâncias que diminuem a performance:

TRANQUILIZANTES / SEDATIVOS

Estes tranqüilizantes provocam calma e falta de interesse pelo meio exterior, mas sem alterar os níveis de consciência



08/02/2009
helio itapema

acabei de enviar uma matéria extremamente esclarecedora e completa sobre doping para o treinador abelardo postar no site da associação dos treinadores. acho que as pessoas estão com muitas dúvidas sobre o assunto e tentei esclarece-las na matéria.

grande abraço

helio itapema
07/02/2009
Hélio Itapema

durante vários anos, fui o veterinário responsável pela coleta de material para exame anti doping, pela ABQM. Posso garantir que o processo é o mais honesto e idôneo o possível. No entanto, há algumas "falhas", que pelo visto já foram citadas acima. todos os esportes, ou associações de raça, possuem um regulamento de doping, onde são colocadas subst|âncias proibidas etc. no caso da ABQM, não sabe-se qual regulamento é seguido, o da AQHA, o do Joquei Clube de São Paulo, da FEI (federação equestre internacional). Além disso, qual a regulamentação para animais que devem ser medicados durante o evento? há alguma liberação para animais que necessitam de tratamento durante o evento?

ainda comentando o termo "no doping" "no prova", seria impossível instituir exame anti dopagem em todos os eventos, mas achei sensacional a ideia de exames "surpresas" em eventos aleatórios. o Quarto de milha tem que se profissionalizar e isso faz com que todos os proprietários chamem o veterinário quando for medicar seu animal, assim como o Hernani citou acima. aliás grande abraço e melhoras com o joelho amigo.

sem mais me ponho à disposição para esclarecimento de dúvidas à respeito de doping.

helio itapema
05/02/2009
Thomas Souza

Show! Obrigado Dr Hernani!!!



Retiro o que disse! Nada como explicar e esclarecer para se entender!



Abracos a todos!



Thomas
05/02/2009
Cintia Knowlton

Thomas,

Como eu disse anteriormente, enviamos email ao Dr Thomas W Wolff/ Responsável pelo Depto Antidopagem do Jockey e já recebemos reposta deles, porém estamos aguardando a autorização deles para podermos divulgar na íntegra. Mas basicamente, eles informaram o que o Dr Hernani já havia dito: a grande maioria das substâncias com efeito medicamentoso são consideradas doping, e que adotam para efeito de análises antidopagem a relação de substâncias proibidas divulgada pelo Código Nacional de Corridas, pela International Federation of Horseracing Authorities e ainda pela FEI e mais algumas informações x alterações nos animais x etc...que assim que tivermos a aprovação, passo para vcs na íntegra.

Seguindo as informações que eles deram, no site da IFHA não encontramos nenhuma listagem, já no site da FEI encontramos (http://www.fei.org/Athletes_AND_Horses/Medication_Control_AND_Antidoping/Horses/Documents/Annex%20III%20-%20Equine%20Prohibited%20List.pdf) , porém não poderemos nos basear somente nesta listagem, já que existem outros fatores x listas envolvidas. O Dr Hernani tem razão quando fala que não dá para listar e a ABQM também em não publicar uma listagem!

Devemos sempre consultar e seguir as prescrições de um Veterinário (mas lembrando que estes também devem ter consciência e conhecimento do que estão fazendo, correto?)

Abs à todos e parabéns ao Dr Hernani!

Cíntia Knowlton

05/02/2009
hernani azevedo silva neto

Prezado Thomas



A ABQM nao pode seguir as normas da AQHA pq aqui todo e qualquer medicamento pode ser dado por um leigo,e la nos EUA so podem ser dados por um Medico Veterinario.

Dai aqui nao sermos tolerantes quanto a quantidades,pois tambem teriamos que quantificar as drogas e este tipo de exame se torna MUITO mais oneroso.

Existem alguns hipodromos aonde se permite o uso de Furosemida (Zalix ou Urolab,diuretico),neste caso os animais sao medicados por um medico veterinario responsavel pelo Jockey Club,ficam confinados,e ai sim a droga e quantificada.

Como se ve um procedimento destes seria inviavel nas provas de 3 T

Como a Julia lembrou,os exames da ABQM sao feitos pelo laboratorio de anti-dopping do JCSP,sendo as amostras coletadas inclusive pelo Dr Regis Pio PInheiro,que realiza este mesmo servico no JCSP.

Assim sendo a ABQM segue os padroes do modelar servico do JCSP,assim como a maioria das associacoes idoneas

Continuo ao dispor



abracos



Hernani
05/02/2009
Thomas Souza

Oi Julia



Acho q a questao levantada pelo Dr Hernani e de simplesmente dizer que talvez fosse mais simples a ABQM replicar aqui o que a AQHA faz la, assim voce teria um regulamento padrao e sem questionamento dos associados.



Aceitar o padrao do Jockey pode nao ser a melhor ideia. Nao seria mais razoavel seguir o que a AQHA faz? Porque ser mais real que a realeza? Acho que e por ai.



Mas enfim, o debate esta otimo e quem sabe a ABQM nao lendo aqui a opiniao de varias pessoas nao estuda melhor a questao e desenvolve um trabalho transparente e objetivo sobre esta questao tao importante.



Abs



Thomas
05/02/2009
Júlia Frati

Thomas,

O debate sobre o dopping está muito bom e educativo, somente um esclarecimento:

Pelo que sei, quando o Dr. Hernani (grande Veterinário, além de competidor e amigo), fala que as exigências aqui são ainda maiores que na AQHA, é bom que se saiba que essas exigências são do Departamento de Contrôle e Pesquisas Antidopagem do Jockey Club de São Paulo (muito sério) . A ABQM prefere não se envolver diretamente com os exames; com que medicamentos podem ser usados e também os que não podem, o que é muito positivo.

A ABQM paga o Laboratório do Jockey Club de SP para fazer esse serviço profissional. Laboratório que tem rigorosos critérios e muita credibilidade em todo o país.

Um abraço, Júlia Frati.
04/02/2009
hernani azevedo silva neto

Prezado Thomas

As nossas regras sao muito mais rigorosas do que as da AQHA,aqui nao temos tolerancia para nenhum nivel destas drogas.

Se um animal e flagrado co 0,00001mg ou 1 grama a penalidade e a mesma.

Quanto a aquelas drogas,a Furosemida que vc diz ser possivel dar ate 4hs antes,aqui e terminantemente proibida so para exemplificar.A maioria das drogas que constam naquela lista sao antiinflamatorios Phenilbutazone (Equipalazone ),Flunixin (Flumegan ),Diclofenac (Voltaren ou Diclofenaco Ouro Fino) etc,mas faltam muitas outras como por exemplo Clembuterol (Vitapulmin ou Pulmonil) ,anabolisantes,bronco dilatadores (Aminofilina),estimulantes (Cafeina) e ate mesmo antibioticos e anti helminticos (vermifugos).

Enfim por mais boa vontade que se tenha e praticamente impossivel escrever uma lista para dizer o que e, ou nao proibido,so para que possam ter uma ideia ;o Isoxsuprine pode ser detectado com mais de 30 dias,a Fenilbutasona com12,os anabolisantes com ate 60

Assim sendo consulte sempre um medico veterinario antes de dar qualquer medicamento,por mais banal ou corriqueiro que ele possa parecer

Abracos a todos ,e sempre a disposicao
04/02/2009
Thomas Souza

Olhando o Guia Oficial da AQHA, listo abaixo as substancias proibidas:



1) Phenylbutazone

2) Diclofenac

3) Flunixin

4) Ketoprofen

5) Meclofenamic Acid

6) Naproxen

7) Firocoxib (Equioxx)

8) Eltenac

9) Acetazolamide

10) Furosemide ou Lasix - administrado 4 hrs antes da competicao nao tem problema

11) Isoxsuprine

12) Licaine/Mepivicaine

13) Dexamethasone



Todos esses medicamentos tem um limite aceito.



Dr Hernano, se puder ou quiser, nos diga quais sao os nomes comerciais desses nomes estranhos!



Abracos a todos



Thomas
03/02/2009
Renata Ricci

Ola a todos,apesar de ter me especializado na modalidade de redeas,sou uma grande admiradora dos dois.

Cintia,vc e' uma grande colaboradora para este mundo do quarto de milha e Kenny,nao preciso nem falar ne',vc e' um grande mestre e nosso professor.Parabens a todos.
03/02/2009
Cintia Knowlton

Thomas, bom dia:

Fico feliz que pude colaborar e parabenizo o Dr Hernani pelas informações. Posso dizer que tanto eu quanto o Kenny o consideramos um grande profissional, e concordamos que todo medicamento precisa ser prescrito por um Médico Veterinário!

Realmente Thomas, o Kenny como Diretor AQHA para a América Latina informou que a AQHA possui esta listagem, porém tem uma cláusula ao final informando que esta listagem não é completa, inclusive pela rapidez que se é desenvolvido novos medicamentos. Mas tentando ajudar mais um pouco, enviamos ontem um email ao Dr Thomas W Wolff, que é o Diretor do Depto Antidopagem do Jockey solicitando, se possível, maiores informações. Vamos aguardar sua resposta!

Júlia, quanto ao seu convite agradeço mas não irei participar, pois penso que entre nós existem milhares de pessoas que não tem a intenção de dopar o animal e sim minizar dores, etc... tal como confirmado pelo Dr Hernani. Sou partidária que a melhor ferramenta ainda é a informação, e a palestra do Dr Laguna no Congresso ABQM e informações como a Dr Hernane é a melhor forma de conscientização! Mas respeito seu movimento!



Abraços

Cíntia Knowlton

03/02/2009
Thomas Souza

A AQHA publica todo ano uma cartilha que inclui uma lista de medicamentos que nao pode ser usada.



Essa lista, e obvio, e de acordo com as regras de la, mas pode ser um guia enquanto esperamos ate o Congreso em Maringa para ouvir a palestra promovida pela ABQM.



Vou colocar no site os medicamentos dessa lista no Blog hoje a noite.



Abs a todos



Thomas
02/02/2009
Júlia Frati

Idéias muito boas como a da Cintia e do Jean começam a surgir. É preciso saber o que pode e o que não pode, o que é PROIBIDO (cafeína) e o que é PERMITIDO (e como usar), no caso de certos medicamentos. Esse esclarecimento é importante e, pelo que sei, essa é a razão da PALESTRA que a ABQM vai nos proporcionar no Congresso em Maringá.

Agora, com essa determinação de exames de dopping também em provas oficializadas...o bicho vai pegar! Nós todos - proprietários, competidores e treinadores - temos que conhecer muito bem o assunto.

Cintia e Jean: Espero também de vocês o apoio para o Movimento "NO DOPPING,NO PROVA", O Thomas já está dentro!

Abraços, Júlia Frati.
02/02/2009
hernani azevedo silva neto

Complementando meu comentario,so para vermos como e complexo o assunto dopping,este ano no All American Futurity corrido nos Estados Unidos com bolsa de U$ 1.000.000 o ganhador foi desclassificado por uso de advinhem.......CAFEINA.

E nos EUA so medicos veterinarios podem aplicar medicamentos em cavalos ,e em sã consciencia jamais alguem daria cafeina para um animal sujeito a exame anti-dopping
02/02/2009
hernani azevedo silva neto

Prezados participantes do blog,como veterinario especializado em medicina esportiva equina,posso adiantar que todo e qualquer medicamento deve ser dado segundo a prescricao de um medico veterinario.

Trabalho com cavalos submetidos a exame anti-dopping desde 1985 ,e posso adiantar que é muita responsabilidade ,na verdade irresponsabilidade,fazer uma lista com medicamentos que podem ou nao aparecer no exame anti-dopping e um prazo de seguranca.

E por esta razao que nao encontramos uma lista pronta em nenhum site ou publicacao.

Em discussoes anteriores pudemos verificar a total falta de conhecimento por parte dos leigos envolvidos no mundo dos 3 tambores,conceitos basicos como um medicamento que dito no dopping (por nao ser dopante) é entendido como uma substancia dopante que NAO É DETECTADA no exame

Na grande maioria dos casos de animais flagrados no exame anti-dopping sao pegos com medicamentos usados nao com o intuito de dopar ou estimular mas para minimizar dores,tratar infeccoes,problemas pulmonares etc...

Numa minoria sao flagrados animais com estimulantes como no caso do potro do futuro deste ano( na verdade 2 estimulantes)

Assim sendo consulte SEMPRE UM MEDICO VETERINARIO pois mesmo atletas profissionais quando se auto-medicam muitas vezes sao surpreendidos(Vide medicamento anti-calvice do Romario,creme pos depilacao da Maureen Magi etc....),para que todos vejam como e complexo um inocente pedaco de chocolate , restos de um chimarrao ou terere sao riquissimos em substancias ESTIMULANTES



Fico ao dispor para dirimir qualquer duvida
02/02/2009
Jean Augusto

Sempre com ideias e sugestoes maravilhosas este blog so vem a acrescentar todos os envolvidos no meio do cavalo, apos o caso do Doping a pergunta que mas ouvi entre os treinadores aqui em MT foi e agora o que pode e o que nao pode ate quantos dias antes pode ser usado um medicamento em caso de alguma doença???
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