7 Erros Mais Comuns No Manejo Alimentar
23/01/2009
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7 erros mais comuns no manejo alimentar de cavalos
Marcelo Navajas
Zootecnista especialista em equinos

1. Pouca atenção prestada em relação ao volumoso
De um modo geral as forragens fazem parte do primeiro grupo de necessidade nutricional dos eqüinos podendo ser associada a uma pequena quantidade de concentrados. Muitas pessoas consideram o volumoso como sendo apenas um “passatempo” dos cavalos estabulados, não sabem que nessas forragens se encontram a maior fonte de calorias, que podem variar muito dependendo da qualidade do alimento fornecido.

Volumoso de alta qualidade é também mais econômico; forragens de baixa qualidade contem menos fibras digestivas, desta forma os cavalos precisam se alimentar muito mais para alcançar o mesmo valor nutricional, além de serem menos palatáveis levando a um desperdício maior.

2. Excessiva quantidade de grãos na dieta
Os grãos são potenciais fontes de energia; de um modo geral eles contém muito mais carboidratos solúveis dos que os exigidos pelos animais. Quando alimentamos com mais concentrados do que necessitam, podemos provocar obesidade, além de cólicas e laminites. Na maioria dos casos, quanto menos grãos na dieta, melhor.

É claro que animais atletas submetidos a uma carga de exercícios diária, não conseguem retirar a energia necessária apenas das forragens; neste caso a suplementação alimentar através de concentrados se torna necessária. Nunca forneça mais de 0,5% do peso vivo do animal em cada refeição.

3. A quantidade de concentrado deve ser medida pelo peso e não pelo volume
Consiste em um dos mais graves erros de manejo alimentar, pois, por exemplo, 1 kg de aveia não apresenta o mesmo volume que 1 kg de grãos de milho, desta forma a base de cálculo de alimentos diários de um cavalo deverá ser baseada no peso, em média devemos fornecer 1% do peso vivo do animal em concentrados, divididos em no mínimo 2 refeições.

4. Fornecer o concentrado errado para o animal errado
Em todos os sacos de ração, encontramos uma etiqueta discriminando a qual categoria de cavalos ela é recomendada. Éguas em lactação, em terço final de gestação, potros em crescimento, animais em simples manutenção, animais de alta performance, etc. Todas as rações são formuladas para fornecer a quantidade exata de nutrientes que cada categoria necessita. Uma das principais conseqüências é que a ração para animais adultos não fornecem a quantidade de minerais que os potros necessitam, por exemplo; isso pode resultar em problemas de formação óssea.

Outro sério problema é que se um animal de performance, por exemplo, necessita de uma quantidade extra de calorias, forneça uma ração com maior índice energético ao invés de aumentar o volume adicionando mais grãos à dieta.

5. Excesso de nutrientes
As rações comerciais são minuciosamente balanceadas visando alcançar as necessidades de cada categoria; desta forma quaisquer acréscimos de outros alimentos à dieta, leva a um desequilíbrio nutricional. É muito comum as pessoas fornecerem suplementos acrescidos à dieta dos animais; o selênio, por exemplo, é um importante mineral, mas tóxico quando oferecido em grandes quantidades.

É claro que estamos generalizando as informações, pois, dependendo do tipo de solo onde os animais pastejam, eles podem necessitar de quantidades diferenciadas de nutrientes e minerais, desta forma a análise de solo se faz necessária.

Outra consideração importante é a de que animais que se alimentam exclusivamente de feno, sem acesso a pastagens, podem apresentar deficiência de vitaminas A e E, porque o nível dessas vitaminas decresce após o processo de corte e fenação. Vitamina E, em particular, é comumente oferecido pra animais de alta performance esportiva, pois auxilia na recuperação do desgaste físico.

6. Deficiência no oferecimento de sal mineral
Cloreto e sódio, componentes minerais presentes no sal, são eletrólitos essenciais para diversas funções. Ambos são perdidos no suor e precisam ser repostos através da dieta. Esses são também os únicos nutrientes que não estão presentes nas gramíneas e nos concentrados. Os cavalos de um modo geral têm apetite natural pelo sal mineral, consumindo-o de maneira que supra as suas necessidades, em média 50g/dia, para um animal regulado mineralmente. A utilização de blocos de sal mineral nos piquetes é a maneira mais fácil de supri-los, mas para termos a certeza de que todos estão consumindo o necessário, é interessante fornece-lo também nas baias individuais. Fiquem atento, pois animais estabulados tendem a lamber mais sal do que o necessário.

7. Oferecer muito pouca água fresca à vontade
Água fresca e de boa qualidade deve ser fornecida sempre à vontade, principalmente aos animais estabulados onde o consumo de matéria seca é muito alto. Pesquisas indicam que água fresca e de boa qualidade reduzem o índice de cólicas em eqüinos estabulados, esta conhecida como a principal causa de óbito em eqüinos.







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