Leia Sobre a Historia de Victory Fly
17/03/2008
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Victory Fly é unanimidade

Por Luciana Omena
WESTERN MAGAZINE – EDIÇÃO 38

Victory Fly VM detém os quatro menores tempos dos Três Tambores no Brasil: 17s026, 17s038, 17s069 e 17s124 e já virou unanimidade!

Desde potro, Victory Fly VM, filho de Apollo VM e Signed To Liberty, se mostrou um cavalo diferente. Seu pai, Apollo VM (Jet Toro X For Tears Only) é um ícone do cavalo de Corrida e um dos que mais se destacou nas pistas e também como reprodutor. Sua mãe, Signed To Liberty (Signed To Fly X Liberty Dash), ganhadora de muitos títulos, é filha de outro ícone, produtor e ganhar de muitos prêmios. O cruzamento resultou nesse alazão, quem tem 146 pontos oficializados pela ABQM em Três Tambores Aberta e Jovem.

Seus primeiros passos nas pistas resultaram em vitórias, estando sempre nas primeiras posições em todas as provas que participou. O resultado que o levou aos holofotes da mídia e do público foi o 17s026, recorde brasileiro na modalidade Três Tambores, batido no dia 07 de outubro de 2006, no Haras Jaguary, em Jaguariúna, SP, durante as disputas de uma prova do campeonato paulista. Bastante acirrada, a categoria Aberta foi concorrida por 130 conjuntos e 20 tempos na casa dos 17 segundos foram assinalados.

Um mês depois, em 11 de novembro, outro tempo que deixou todos de boca aberta: 17s038, durante o Tira Teima realizado na Prova de Tambor Nossa Senhora de Lourdes, em Jaguariúna, SP. Quase um ano depois, no dia 07 de setembro de 2007, Victory marcou 17s069, novamente no Haras Jaguary, em prova do campeonato paulista. Agora ele detém os três menores tempos da modalidade no Brasil e é uma unanimidade. Reforçou a polêmica, que divide a cabeça de todos: usar ou não animais fechados em sangue de Corrida para o Tambor?

Criação

Victory Fly VM nasceu no dia 07 de julho de 2001 no Haras Canarim, de Cezar Augusto Pereira Machado. O cruzamento do garanhão Apollo VM com éguas filhas de Signed To Fly sempre foi uma das apostas de Cezar. “Acredito nesta cruza há dez anos, sempre deu muito certo”, afirma ele. Renomado criador de cavalos de Corrida, Cezar produziu com sucesso, além do Victory, Mogambo Fly VM, entre outros.

O Canarim importou Apollo VM há muitos anos. E o nascimento dele tem uma história interessante: “meu pai trouxe quatro éguas dos Estados Unidos e uma delas estava prenhe. O Apollo nasceu no avião”, conta Cezar. Passado algum tempo, tentou vendê-lo para dez proprietários por 10 mil dólares, sem sucesso. Continuou na mão da família Machado e virou um fenômeno. Após a morte do pai, Cezar continuou produzindo campeões com ele.

Do Haras Canarim, com um ano e meio, Victory foi vendido para ‘Cowboy’, que o colocou para correr no Jockey Club de Sorocaba, mas não obteve sucesso, apesar de obter um IV86 e ser RMT em corrida. Em 2004, ele foi para as maos de Luis Antônio Acássio.


A chegada no Tambor

Luis Antônio Acássio era cliente da Hípica Versátil, onde tinha dois cavalos em treinamento com Abelardo Peixoto. Em 2004 ele foi ao Jockey Club de Sorocaba ver alguns animais para compra e ‘Cowboy’ lhe ofereceu o Victory. Luiz comentou com Abelardo que havia comprado um filho do Apollo VM e devido a vontade do treinador em montar um filho do Apollo, pediu para que Luís levasse para Hípica. “Ele sempre teve um olho clínico muito bom para encontrar bons animais. Eu tinha muita vontade de treinar um cavalo desse naipe no Tambor e pedi para o Luis deixar aqui em casa”, conta Abelardo. Victory foi para Hípica Versátil em Novembro de 2004.

O potro já estava domado e foi iniciado no Tambor pelo Abelardo. Desde o início ele sentiu que o Victory era um cavalo acima da média, aprendeu tudo muito rápido. “Muito tranqüilo, foi um potro fácil de trabalhar. Ele tem folga em relação aos demais cavalos, é diferenciado, muito bom. Nasceu para o Tambor, tem prazer no que faz. É calmo demais, mas dentro da pista tem garra e gosta muito do que faz”, afirma o treinador.

“Quase o perdemos na primeira prova”. Abelardo conta que ao final da primeira prova que levou Victory para competir, em Santa Isabel, tinha deixado ele por último, amarrado, na cerca de arame liso e estava embarcando os demais cavalos para voltar para casa. “Ele se enroscou na cerca de um jeito que se puxasse o pé com força para se soltar, ia se machucar sério. Tivemos sorte que vi a tempo, joguei um alicate e o meu filho cortou o arame, soltando o pé enroscado. Se ele não tivesse com proteção tinha se machucado mais. O bom é que ficou apenas uma cicatriz no pé esquerdo e não prejudicou em nada seu desempenho.”

Abelardo começou a treiná-lo logo que chegou e em quatro meses já havia aprendido todas as manobras e queria fazer o percurso dos tambores em velocidade. Sua primeira competição foi o Congresso Brasileiro da ABQM, em 2005, onde ficou em sétimo lugar na categoria Exibição. Com menos de seis meses de treinamento, marcou seu primeiro tempo na casa dos 17 segundos, em prova na Serra Bonita, Minas Gerais.

Em seguida, participou do Campeonato Nacional e Potro do Futuro da ABQM. Ganhou a categoria Exibição do Nacional, com Abelardo e também o Potro do Futuro Jovem, com Abelardo Junior, ficando em terceiro no Potro do Futuro Aberta. “Corri com ele a passada do Nacional e não precisei usar nenhum incentivo para que ele fosse mais veloz. Na final do PF da Aberta, ele caiu comigo no terceiro tambor e não ganhamos. Mas sem seguida, foi excepcional com o Junior!”

Depois dessas competições, Victory ficou três meses parado, sem treinar. “Demos um descanso.” Após esse período, no final de 2005, ele voltou aos treinos, devagar, sem nenhuma pressão de obter resultados. Porém, nunca decepcionou, esteve sempre entre os primeiros três colocados em todas as provas que participou. E foi assim até meados de 2006.

Todo o desenvolvimento do Victory ficou a cargo de Abelardo durante o tempo em que o animal fazia parte da tropa da Hípica Versátil. Chegou um momento que o Luis Acássio não pôde mais sustentar o cavalo e o colocou à venda. O mercado também o pressionou, muitos queriam comprar o Victory. Abelardo foi com ele para o Ability Horse Show 2006, em Americana, SP. Ganhou a categoria Potro do Futuro.

Thomas de Melo e Souza, da Fazenda Nossa Senhora de Lourdes, comentou que estava procurando um animal para comprar e Abelardo indicou o Victory, por ser um cavalo diferenciado, que se adaptaria bem. “Conversei bastante com o Thomas e o certifiquei que o cavalo era craque”, conta Abelardo. Thomas foi para casa e no dia seguinte ligou para seu treinador e fechou a compra. Victory não voltou para Arujá, foi direto para Nossa Senhora de Lourdes, em Jaguariúna.

“Entreguei o cavalo para o Marquinhos (Marcos Monzinho, treinador da Nossa Senhora de Lourdes), com o freio e tudo. O Marquinhos ia puxando o Victory com a mão esquerda e eu falei pra ele pegar sempre com a direita, que era pra o cavalo dar tantas alegrias ou mais a eles quanto tinha dado à mim. Me arrepio ao tocar nesse episódio, marcou um pouco a minha vida, dado todo esse frisson e tudo que o Victory está conquistando. Eu sabia desde o começo que ia ser um cavalo a se sobressair nas pistas. Até hoje o Marquinhos fala ‘o nosso cavalo’, é muito boa essa relação”, contou Abelardo e completou: “Tenho muita satisfação e fico muito feliz ao ver tudo que o Victory tem conquistado. É gratificante ter sido o primeiro a treiná-lo e ver que continuou indo bem, que está em evidência.”.

E vai além: “Tenho certeza que o Victory vai ser o primeiro a romper a barreira dos 16 segundos e vai ser no Haras Jaguary ou na Fazenda Nossa Senhora de Lourdes, as duas pistas mais rápidas do Brasil. É um animal acima da média.”

Sua nova casa

Thomas e Roberta Paes de Almeida procuravam um cavalo castrado, de ponta, para formar o time com Indiana Bull, Ximbica Rocket, Fofinha San e SS Paloma KRB, super éguas que participam das provas sob a bandeira da Fazenda Nossa Senhora de Lourdes. “Estava difícil encontrar. Em junho começamos a pesquisar outras alternativas e passamos a buscar animais com sangue de Corrida, muito em alta nos Estados Unidos, até que chegamos ao Victory”, relata Thomas. Seu treinador já conhecia o cavalo e o sugeriu como opção.

“Confiando na sugestão do Monzinho, analisei pedigree e performance do Victory e me espantei com a qualidade. Era um animal dócil, de ótima conformação, com um pedigree excepcional e uma campanha absolutamente fantástica, se contarmos que tinha apenas cinco anos. E fui conhecê-lo no Abiltiy, em Americana, SP.” Thomas sabia que devia ser rápido na decisão, pois já haviam outros interessados na compra do garanhão.

Após as primeiras negociações, Thomas voltou para Jaguariúna e no dia seguinte tomou a decisão. “Estávamos investindo em sêmen para cobrir nossas matrizes e queríamos comprar um cavalo. Porque não comprar um bom animal de prova, comprovado e garanhão? Na mesma hora liguei para o Monzinho e fechei o negócio.” Victory não voltou para Arujá, foi com o treinador para Jaguariúna.

O plano para o garanhão foi traçado: ia participar das provas, cobriria as éguas da Fazenda e também venderia coberturas. Segundo Marcos Monzinho, Victory chegou e se adaptou com facilidade. Sempre foi calmo e dócil e estava pronto para competir. O treinamento, cerca de três meses antes da prova que o consagraria, foi tranqüilo, focado mais na forma física que na técnica, pois Victory já estava bem treinado pelo Abelardo.


Recorde

Em outubro de 2007, alguns meses após a compra, Victory bateu o recorde nacional da modalidade Três Tambores e virou 'mania nacional'. “Foi contagiante! O silêncio era absoluto no início, pois todos estavam de olho na passada do Victory, visto que Brasita Moon já tinha marcado um excelente tempo (17s318). Parecia que todos sabiam que só o Victory poderia batê-lo.” Thomas e Roberta afirmam que nunca irão esquecer esse dia, pois cada movimento desde a entrada na pista até o fechamento da fotocélula estão gravados.

“A largada foi clássica, ele andou ate a fotocélula, olhou para o tambor, deu a volta, focou e partiu. Ele virou o primeiro tambor de forma impressionante. Nesse momento, o público passou a torcer. O segundo tambor foi quase perfeito, o que levou a arquibancada abaixo. Após o virar terceiro tambor de forma perfeita e cruzar a fotocélula, novo silêncio. Todos aguardavam o anúncio do locutor Edson, que fez umm grande suspense. Ao pronunciar 17s026 Edson injetou uma onda de felicidade em todos. Foi especial ver como a torcida foi grande em cima do conjunto. Sai pulando, fui até a área de inspeção gritando muito. Só tinha que cumprimentar o Monzinho pela bela passada e agradecê-lo. Uma sensação de pura alegria. Acho que o que mais chamou a atenção depois foi o carinho e o apoio das pessoas para com o conjunto. Isso foi muito marcante”, relata Thomas.

A repercussão foi imediata! A notícia se espalhou como fogo na palha e Thomas e Roberta receberam ligações e e-mails de pessoas de várias cidades do Brasil. Importante perceber como Victory e Monzinho passaram a ser respeitados. A partir daquele dia, uma nova era de fato estava surgindo. A passada do recorde mudou toda a história da modalidade, que passa agora a correr atrás de tempos jamais imaginados. É consenso geral que Victory Fly VM nasceu para revolucionar os Três Tambores.

“Importante falar que a consagração do Victory prova como é importante investir e acreditar, focar objetivos e persistir neles. Os resultados podem demorar, mas eles virão. Ainda temos muito a melhorar, mas temos como objetivo sempre buscar o melhor para as raças, as modalidades e seus colaboradores”, enfoca Roberta.


Voando baixo

Um mês depois do recorde, Victory marcou mais um tempo histórico, que serviu para reafirmá-lo como um animal de ponta. E o 17s038 veio dentro da casa deles, em novembro de 2006, durante a prova anual que a Fazenda Nossa Senhora de Lourdes promove. “É sempre importante um cavalo atleta se firmar. Quando Victory fez o 17s026, muitos disseram que esse tempo jamais seria batido. Bobagem! Acho que não vai demorar muito para o ele ou outro cavalo superarem esse tempo”, afirma Thomas.

O primeiro semestre de 2007 foi muito difícil. Victory e Monzinho não obtiveram bons resultados. Monzinho passou por um problema físico e teve que ficar parado muitos meses. Muitas competições importantes e todo mundo querendo ver o conjunto na pista, o que não foi possível. Até que a recuperação veio e eles marcaram o menor tempo do Campeonato Nacional da ABQM, em julho de 2007. O placar marcou 17s500 e eles só tiveram que comemorar essa vitória de superação.

Muitos chegaram a comentar que Victory deveria se aposentar das pistas, pois não estava mostrando resultados. Mas para quem vivia o dia-a-dia dele, isso não era realidade. Monzinho se recuperou do problema na virilha e Victory estava em ótima forma para a competição, uma das mais importantes da raça. O treinador estava confiante e passou pela classificatória sem arriscar, queria garantir seu lugar na final.

A prova que decidiu o Nacional na categoria Aberta Júnior aconteceu no último dia. Victory fez uma passada limpa, sem esforço e com muita técnica e velocidade. Precisava desse resultado para que todos voltassem a acreditar nele. Também foi sua última prova nessa categoria. E Victory, mais uma vez, mostrou que é um animal diferenciado.

A boa fase definitivamente tinha voltado. Em setembro de 2007, mesma pista do recorde, novamente Victory e Monzinho na briga por mais um título. Voaram baixo para marcar 17s069, outro tempo que irá ficar para história do esporte. Mais uma prova emocionante, que começou logo na primeira bateria com um tempo muito baixo, colocando pressão nos quase 100 conjuntos que ainda iam entrar na pista. Um deles era Victory e Monzinho. E não decepcionaram, mostraram que estão em perfeita sintonia.

A média dos tempos do Victory desde que chegou à Fazenda Nossa Senhora de Lourdes é de 17s655. Ele já ficou dez vezes em primeiro lugar e seis vezes em segundo; tem R$ 60 mil conquistados em prêmios e 163 pontos no Registro de Mérito da ABQM, sendo o garanhão mais pontuado em Três Tambores da história. A Nossa Senhora de Lourdes se orgulha dos tempos: 17s026; 17s038; 17s069; 17s124; 17s260; 17s308; e 17s352.

Campanha

Victory Fly passou a ser ser muito procurado para venda e também para aquisição de coberturas. Thomas e Roberta administram da melhor forma, com muito cuidado, escolhendo as éguas que receberam o sêmen e procurando controlar o número de coberturas vendidas. “Se somarmos a pontuação das éguas que ele cobriu, chegamos ao número de 2100 pontos em Registro de Mérito em Tambor, fazendo o nosso sonho de uma ótima produção ficar mais real!”, conta Roberta.

Os primeiros filhos de Victory Fly nasceram esse ano: cinco na Fazenda Nossa Senhora de Lourdes e mais de 25 espalhados pelo Brasil. Para o ano que vem, Thomas e Roberta esperam uma geração melhor ainda, com cerca de 45 novos produtos.

O dia-a-dia do Victory Fly na Fazenda é tranqüilo. Seu sêmen é colhido pela manhã e depois ele descansa até o final da tarde, quando vai para pista treinar. A noite ele dorme na baia, aos domingos tem sua folga e um mês por ano, dezembro, tira ‘férias’. Compartilhando particularidades que só os que convivem com Victory sabem, Roberta conta que ele é territorialista e não gosta que outros animais entrem no piquete dele. Adora rolar na areia logo após o treino e é extremamente dócil no dia-a-dia. Se chamado pelo nome, vem para perto com facilidade e sabe direitinho quando o negócio dele vai ser ‘treinar’ ou ‘colher’.

“Victory Fly VM representa o resultado de anos de investimento, de estudo e do sonho de ter um grande cavalo. Ele nos trouxe alegria! E mais importante, ele nos fez acreditar que o futuro do Tambor são cavalos de Corrida. Penso que ele é um ponto de inflexão na trajetória do Tambor no Brasil. Ele e todos os demais animais fechados em Corrida carregam a enorme responsabilidade de representarem essa linhagem na modalidade e aumentar ainda mais a emoção deste esporte, que reúne o melhor do cavalo quando se fala em habilidade e velocidade.”




Comentários
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26/08/2008
Estefania

Solo quiero comentarles que soy criadora de Cuarto de milla de Carrera de Argentina, y una de nuestras mejores madres es Apollo Signed, hermana entera de Victory Fly. Ella nos ha dado una cria hembra hermosa en quien depositamos todo nuestra esperanza como criadores. A nosotros nos enorgullece tener esta yegua en nuestro plantel, y desde Argentina les enviamos los mas grandes saludos y felicitaciones por Victory.

Haras Coyote

24/08/2008
MARCIA IVONE RECH

EU ADOREI A HISTIRIA DO VICTORY FLY, E LINDA COMO ELE ,OLHA SO EU JA ERA APAIXONADA POR ELE AGORA HEIN SE FALA.CONTINUE, ASSIM TRATANDO ELE BEM QUE ELE VAI TRASER PARA VCS MAIS ALEGRIAS.



UM ABRAÇÃO DE UMA MENINA APAIXONADA POR TRÊS TAMBORES E FÃ DO VICTORY FLY.
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